
Fulando falando mal de sicrano no twitter. Fulando comentando sobre o que fez no trabalho hoje, entre outros. Nas rodadas de amigos, colegas de trabalho, os comentários não mudam muito. A nova ferramenta tem dado mesmo muito o que falar. O número de contas no twitter só cresce a cada dia. Entre os mais seguidos dos brasileiros, nada mais, nada menos, do que o apresentador Luciano Huck. Com mais de um milhão de seguidores, o apresentador, expõe suas opiniões, conta o seu dia-dia e ainda adianta o que estar por vir na sua mistura do programa “Caldeirão do Huck”. Ate aí, a ferramenta só ajuda e faz com que pessoas fiquem ainda mais informadas e próximas no meio. Mas pra quem faz o “mal uso” a coisa anda meio torta e até mesmo dando “prejuízos”.
Pra quem sabe fazer o “bom” uso da ferramenta, ela é uma ótima “companheira” no local de trabalho. No meio jornalistico, por exemplo, o que muitos já devem saber, sugestões de pautas e fontes são contactadas pelo meio sem muito esforço. Mas o que ainda se discute - e muito – é o modo como essa ferramenta ainda vem sendo utilizada por algumas pessoas. Sendo assim, algumas empresas ainda não deram livre arbitrio para essa nova tecnologia de informação rápida e eficaz.
Exemplos como o do jornalista Felipe Milanez, editor da revista National Geographic Brasil, licenciada pela editora Abril, que foi demitido na última terça-feira (11) por ter criticado via Twitter a maior publicação da casa, na revista Veja, ainda são comuns. Para os responsáveis pela revista, o jornalista não foi feliz na forma de colocar a sua insastifação pela matéria publicada, falando de forma irônica e grosseira com relação à publicação.
Milanez, publicou, em seu perfil no microblog, comentários a respeito da reportagem “A farsa da nação indígena”, veiculada na última edição da revista. “Veja vomita mais ranso racista x indios, agora na Bolivia. Como pode ser tão escrota depois desse seculo de holocausto? (sic)”, escreveu em post no último domingo (9).
Em mensagem no mesmo dia, Milanez complementou dizendo que ignorava a Veja, mas “racismo” da publicação fez com que se manifestasse. A decisão de demitir o jornalista partiu dos setores da revista que entederam que as criticas foram extremamente pesadas com relação à revista.
Como falado, falar sobre o dia-dia, emitir opinião e comentar sobre algo publicado nos veiculos de comunicação faz parte da vida dos twitteiros de plantão. O fato é que, para os que trabalham não só nos meios de comunicação, os comentários relacionados ao trabalho, ou qualquer coisa do tipo, “devem” ser restritos. Postagens consideradas de cunho maldoso como o do jornalista, tem sido assunto em algumas empresas de comunicação. Falar o que se pensa, ainda é algo normal e será sempre alvo de postagens no microblog. Agora, fazer criticas maldosas com relação ao meio de comunicação à que se trabalha, ainda soa como desnatural, já que o jornal/revista ( ou qualquer outro meio de comunicação, ou não) não aceitam isso por parte de seus funcionários, o que é e sempre comum já que a pessoa é um funcionário e deve obedecer as "normas" da empresa para o qual trabalha e/ou presta algum tipo de serviço.
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